LEI
FASCISTA ESPANHOLA CONTRA A INTERNET. Publicado no número 25 de Abrente
Justo de la Cueva
Os páxaros voam. Os peixes movem-se na água. As vacas dam leite. Porque está na sua natureza respectiva voarem, moverem-se na água e darem leite. Os regimes fascistas promulgam leis fascistas.
Também porque está
na sua natureza, predito e prescrito no seu ADN. Porque estám genético-estruturalmente
determinados a fazé-lo. O regime actual da Espanha do Rei que Franco
nomeou é um regime fascista. É só a metamorfose nazifascista
da Espanha do sanguinário ditador genocida que Franco foi. Que conserva
sob o seu disfraz aparencial de nojenta borboleta "democrática"
os espantosos elementos nazifascistas do asqueroso verme do franquismo. Há
que explicar isso aos galegos e galegas que padecem como presidente o velho
fascista que foi ministro de Franco, jactou-se de que o Conselho de Ministros
de que formava parte assassinasse o herói comunista Grimau e persiguisse
Bergamín por denunciar as torturas aos mineiros asturianos?
No passado 27 de Junho
de 2002, o Pleno do Congresso dos Deputados espanhol aprovou umha lei fascista.
A Lei de Serviços da Sociedade da Informaçom e Comércio
Electrónico. Caracteriza os governantes fascistas da Espanha do Rei
que Franco nomeou mostrarem a sua congénita estupidez ao fabricarem
siglas. Um desses estúpidos congénitos colaboradores de Felipe
González pariu a muito adequada sigla MULA (que nomeia um animal estéril)
para designar nos anos 80 o Mando Unificado da Luita Antiterrorista. Outro
estúpido congénito colaborador de Aznar pariu a sigla LSSI para
esta lei sem cair na conta de que atraiçoa a sua oculta natureza. LSSI,
vale dizer as SS na Internet. SS [Schutzstaffel]: o Esquadrom de proteccçom
de Hitler e dos hierarcas nazis que se mutou na polícia e os guardiáns
dos campos de concentraçom e na peça chave da política
nazi de conquista e extermínio.
Um Estado fascista é um Estado Sem DIREITO. Um Estado em que as leis
som arbitrárias e contradim as suas pomposas proclamaçons de
direitos e de garantias dos cidadaos. A Espanha de Franco era um Estado fascista
porque as leis fascistas que promulgava violavam umha e outra vez os direitos
"constitucionais" proclamados no Fuero de los españoles.
A Espanha do Rei que Franco nomeou é também um Estado fascista
assim. As suas leis arbitrárias violam umha e outra vez a Constituiçom
(já revesgada de seu) de 1978.
A LSSI fai também
isso. Supom umha clara violaçom da configuraçom constitucional
dos direitos fundamentais à Liberdade de Expressom e Informaçom
(art. 20), assim como da Privacidade, Intimidade e Segredo das Comunicaçons
(art. 18) e em todo o caso carece do rango necessário para afectar
a estes direitos fundamentais pois, conforme o art. 81 da Constituiçom,
a sua tramitaçom deveria ter seguido os trámites da Lei Orgánica.
Além do mais, invade competências de outras entidades e poderes
públicos convertindo de novo os Estatutos de Autonomia em papel molhado,
em grosseiras burlas que mentem competências para as naçons e
regions do Estado espanhol que logo arrebatam leis fascistas como esta.
Como lei fascista que
é, constitui umha falsificaçom desde a sua mesma origem. Mente
que se promulga para cumprir umha exigência legal da Uniom Europeia.
Mente que se trata de traspor a legislaçom espanhola à directiva
2000/31/CE sobre comércio electrónico, sobre comércio
pola Internet. MAS NENGUM ARTIGO dessa directiva fala da informaçom
através da Internet, que é ao que se dedica com mal empregado
entusiasmo a LSSI.
A LSSI é umha tentativa
fascista desesperada por introduzir a censura na Internet. Por controlar o
fornecimento de informaçom atacando a liberdade de expressom na Rede.
Por introduzir graves riscos para a intimidade d@s internautas a quem converte
em supostos culpdos violando assim outra vez a Constituiçom espanhola
de 1978 na fulcral defesa que o seu texto fai da suposiçom de inocência.
Tentativa desesperada porque a Internet é incensurável. As webs
que corram risco de serem clausuradas ou massacradas com as absurdamente desorbitadas
multas que a LSSI possibilita EMIGRARÁM dos servidores situados no
Estado espanhol. Mas a LSSI é um experimento. De novo a Espanha do
Rei que Franco nomeou converte-se em campo de provas para a vaga de fascistizaçom
que os Estados Unidos e a Uniom Europeia estám cavalgando. Trata-se
dumha tentativa de controlo político da Internet que nom tem precedentes
em nengum país ocidental. Trata-se de tentar um "despejo no ciberespaço".
Nom se pode impedir que
umha web esteja publicada na Internet. O governo fascista espanhol fracassou
há uns meses quando tentou impedir que a Associaçom Contra a
Tortura tivesse publicada na Internet a listagem dos polícias e guardas
civis torturadores que tinham sido condenados ou estavam processados por torturas.
Acobardou para que a fechasse o servidor espanhol que tinha alojada a web
com a ameaça dumha multa multimilionária, mas a Internet reagiu
e, em vez de umha, florescêrom dúzias de edicions daquela web
em servidores solidários de vários continentes. A LSSI aumenta
a facilidade para repetir chantagens económicas similares mas, aliás,
inicia o experimento de tentar exercer controlo sobre a Internet atacando
legalmente as pessoas físicas que estám sob a autoridade do
Estado espanhol.
No passado mês de
Abril, umha esmagadora maioria de 460 votos a favor, nengum contra e 3 abstençons
opujo-se no Parlamento Europeu ao bloqueio do acesso a páginas web
como forma de regular a Rede. Opujo-se a que os Estados podam obrigar os Fornecedores
de Serviços da Internet (ISP) a restringirem a entrada a determinadas
webs. Mas a Uniom Europeia dos Quinze Tiranos (os Chefes de Estado e de Governo
que componhem o Conselho Europeu que antidemocraticamente acaparam o poder
executivo, legislativo e judicial da UE num órgao para o que ninguém
os elegeu e que ninguém controla) é muito pouco de fiar. A Presidência
espanhola da UE durante o primeiro semestre do 2002 tem atingido outro êxito
fascista: no 30 de Maio de 2002, o Parlamento da Uniom Europeia decidiu, em
discrepáncia com a directiva sobre protecçom de dados de 1997
e desestimando as recomendaçons do Comité para os direitos civis
do próprio Parlamento, APROVAR o armazenamento de dados de todas as
nossas ligaçons telemáticas (telefone, telemóvil, fax,
chats, internet) sem que existam provas de delito. Deste modo, outorga-se
aos Estados membros da UE a potestade de aprovarem le¡s nacionais sobre
o armazenamento de dados digitais, ou manter as existentes fazendo caso omisso
da Directiva da UE. Precisamente um dos PIORAMENTOS que a tramitaçom
parlamentar da LSSI tem logrado sobre o seu já mal texto inicial foi
imposto polo ministério do Interior ao obrigar aos fornecedores de
serviços da Internet a armazenar os dados de tráfico de todos
os usuários durante um ano.
O regime fascista da Espanha
do Rei que Franco nomeou ataca assim fascistamente na Internet aos/às
internautas que tenhem a desgraça de serem os seus súbditos.
A torpe e ineficaz gestom do Governo de Aznar tem convertido a Espanha no
penúltimo país da UE pola sua taxa de acesso à Internet.
Em vez de trabalhar por lograr a emigraçom dos seus e das suas súbdit@s
ao ciberespaço (impedindo por exemplo que o preço da ligaçom
ADSL espanhola seja com a portuguesa a mais cara da Europa) Aznar preocupa-se
com facilitar o controlo d@s internautas pola Polícia espanhola. Pola
mesma Polícia espanhola que no franquismo a GESTAPO ensinou a torturar
"cientificamente", essa mesma Polícia espanhola que tem visto
condecorar por Aznar o seu membro torturador Melitón Manzanas, agente
colaborador da GESTAPO.
A cabra vai para o monte (e desfilar com a Legión). A Espanha fascista fijo umha lei fascista contra a Internet.